02 abril 2025

Caso Eliene Amorim: deputado do MA acusa justiça de parcialidade


O deputado federal Allan Garcês (PL-MA) voltou a se manifestar contra a prisão de Eliene Amorim, maranhense detida em meio às ações judiciais decorrentes dos eventos de 8 de janeiro. Em discurso na Câmara dos Deputados, o parlamentar criticou o que considera um tratamento desigual por parte da justiça brasileira e pediu anistia para a conterrânea.

Durante sua fala, Garcês afirmou que o Supremo Tribunal Federal (STF) trata de forma diferenciada os envolvidos em manifestações contrárias ao governo em comparação àqueles que participaram de atos políticos no passado, especialmente os ligados à esquerda. Para ilustrar sua crítica, o deputado realizou um ato simbólico ao passar pelo raio-X da Câmara dos Deputados carregando um batom, um caderno, uma caneta e uma Bíblia, questionando se esses objetos poderiam ser vistos como "armas antidemocráticas".


"Infelizmente, a justiça brasileira permanece injusta. Hoje temos Eliene Amorim presa, mesmo sem que tenha cometido crimes como assassinato, tortura, roubo ou sequestro. Enquanto isso, aqueles que praticaram atos violentos no passado receberam ampla anistia", declarou o deputado.

A declaração de Garcês ocorre em um contexto de crescente polarização política no Brasil, com setores da direita pressionando por uma revisão das sentenças aplicadas aos manifestantes detidos em janeiro de 2023. O parlamentar se posicionou como o único deputado federal maranhense a levantar essa pauta no Congresso.

Nas redes sociais, a campanha por "Anistia Já! Eliene Livre!" tem ganhado apoio de grupos conservadores, enquanto setores progressistas argumentam que os detidos devem ser responsabilizados pelos atos ocorridos na sede dos Três Poderes. O debate segue acalorado e promete continuar no centro da discussão política nacional.

Deputado maranhense acusa gabinete de Dino de espionagem e pede CPI


O deputado estadual Dr. Yglésio (sem partido) trouxe à tona uma grave acusação durante sessão na Assembleia Legislativa nesta terça-feira (13). Em discurso contundente, ele denunciou o que chamou de “Dino Gate”, um suposto esquema de espionagem e vazamento de documentos sigilosos da Procuradoria-Geral do Estado (PGE) para beneficiar advogados do partido Solidariedade, com o envolvimento do gabinete do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino.

Segundo Yglésio, procuradores do Estado que foram cedidos para atuar no gabinete de Dino teriam fornecido informações sigilosas a integrantes do partido Solidariedade. O parlamentar citou um ofício enviado ao ministro Alexandre de Moraes pelo procurador Valdénio Nogueira Caminha, no qual se afirma que servidores colaboraram com o partido em uma ação judicial contra o governo do Maranhão.

“O gabinete do ministro Flávio Dino está trabalhando contra o Governo do Estado em vez de cuidar dos processos que lhe cabem. Isso aqui é espionagem, isso é um absurdo numa democracia”, declarou Yglésio. O deputado também afirmou que a Agência de Tecnologia do Estado teria identificado acessos irregulares aos sistemas da PGE a partir de computadores do STF.

Diante das graves denúncias, o parlamentar anunciou que irá protocolar um pedido de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o caso e convocou outros deputados a assinarem o requerimento. “Isso aqui é coisa de prisão e perda de cargo”, enfatizou.

A denúncia gerou forte repercussão nos bastidores políticos, e o pedido de CPI promete ser um dos temas centrais das próximas semanas na Assembleia Legislativa. Até o momento, o gabinete do ministro Flávio Dino não se manifestou oficialmente sobre as acusações.

01 abril 2025

Othelino Neto no Centro de Investigação Sobre Fraude Bilionária na Sema


As investigações da Polícia Civil do Maranhão apontam que um esquema de corrupção no comércio ilegal de madeira, ocorrido entre 2006 e 2008 na Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema), durante a gestão de Othelino Neto, gerou um prejuízo que, corrigido pela taxa Selic, já ultrapassa os R$ 2,3 bilhões.

O caso ganhou um novo desdobramento após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) na última sexta-feira (28), que determinou a imprescritibilidade da reparação civil por danos ambientais. A medida abre caminho para a cobrança dos prejuízos causados pelo esquema e pode complicar ainda mais a situação do deputado estadual Othelino Neto. Três requerimentos já foram enviados à Sema, à Procuradoria-Geral de Justiça e à Procuradoria-Geral do Estado para cobrar os valores referentes aos danos ambientais.

Othelino Neto foi indiciado pela Polícia Civil por uma série de crimes, incluindo formação de quadrilha, falsidade ideológica, peculato, corrupção passiva qualificada, inserção de dados falsos em sistema de informação e crimes contra a administração ambiental. As denúncias apontam que o esquema envolvia servidores públicos e empresários do setor madeireiro, que fraudavam o sistema CEPROF/SISFLORA da Sema para autorizar desmates ilegais mediante o pagamento de propina.

Apesar das evidências reunidas durante a investigação, o caso foi arquivado pelo Tribunal de Justiça do Maranhão após a concessão de habeas corpus a Othelino Neto e outros envolvidos. Denúncias indicam que uma parte significativa das provas do inquérito desapareceu, restando apenas depoimentos de testemunhas e relatórios da investigação.

De acordo com as investigações, a fraude consistia na inserção de “créditos virtuais” de produtos madeireiros no sistema da Sema, permitindo a extração ilegal de madeira em larga escala. Para cada operação fraudulenta, os responsáveis pelo esquema recebiam pagamentos ilícitos, agravando ainda mais o impacto ambiental no Maranhão.

A recente decisão do STF pode reabrir as discussões sobre a responsabilização dos envolvidos e a cobrança dos valores desviados. Com o posicionamento da Corte, não há mais prazo limite para a punição dos responsáveis pelos danos ambientais causados pelo esquema, o que reacende o debate sobre a impunidade nos casos de corrupção ambiental no Brasil.

Promessas Vazias e Estudantes Abandonados: O Caos na Assistência Estudantil da UFMA

O Restaurante Universitário (R.U.) da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) deveria estar em reforma desde o dia 10 de março. Pelo menos foi isso que a administração da universidade anunciou. No entanto, quem passa pelo local encontra apenas um cenário de abandono, marcado pelo silêncio sepulcral de uma obra que nunca começou.

A reforma foi uma conquista arrancada a duras penas pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE) "17 de Setembro" – Gestão "Um Passo à Frente", que enfrentou perseguições e processos administrativos simplesmente por denunciar o sucateamento do restaurante. Em 2024, diante do descaso da gestão do reitor Fernando Carvalho e da incompetência da Pró-Reitoria de Assistência Estudantil (PROAES), comandada por Danilo Lopes, o DCE precisou recorrer ao Ministério Público Federal (MPF) para garantir que as denúncias fossem apuradas. A resposta da universidade? Anunciar uma intervenção sem qualquer transparência sobre o que seria feito.

REFORMA FANTASMA: O QUE A UFMA ESCONDE?

Se a reitoria quisesse apenas calar as críticas, conseguiu. Não porque tenha feito algo digno de reconhecimento, mas porque o R.U. está mergulhado em um abandono tão profundo que o único som que se ouve é o da água da chuva escorrendo pelo chão. A promessa de reforma não passa de um fantasma: nada foi feito, nada foi iniciado, e os estudantes continuam sem acesso a uma alimentação acessível dentro da universidade.

Enquanto isso, os alunos que permanecem na UFMA durante o período de férias, muitos deles em situação de vulnerabilidade, se veem obrigados a pagar preços exorbitantes para conseguir se alimentar. A decisão de fechar o R.U. sem oferecer alternativas concretas escancara o desprezo da administração por aqueles que mais necessitam da assistência estudantil.

DANILO LOPES: O ROSTO DA INCOMPETÊNCIA NA PROAES

Se há alguém que carrega o mérito desse caos, esse alguém é Danilo Lopes. Sob sua gestão, a PROAES se transformou em um verdadeiro campo de desmandos, onde a assistência estudantil é tratada como moeda de troca e as necessidades dos alunos são ignoradas. Não é de hoje que Danilo Lopes acumula críticas, seja pela falta de planejamento ou pelas suspeitas de beneficiar grupos políticos específicos dentro da universidade.

O fechamento do R.U. sem planejamento adequado não foi um erro de cálculo, foi um ato deliberado de negligência. E o resultado disso é claro: estudantes abandonados, sem a principal ferramenta de permanência acadêmica, enquanto a reitoria se esconde atrás de promessas vazias.

ATÉ QUANDO?

O DCE "17 de Setembro" segue na linha de frente dessa luta, fiscalizando cada passo (ou a ausência deles) dessa suposta reforma. A comunidade acadêmica não pode aceitar calada esse teatro de incompetência. O R.U. não pode continuar sendo um símbolo do descaso da UFMA com seus próprios estudantes.

Até quando a universidade vai ignorar aqueles que mais precisam? Até quando a gestão de Fernando Carvalho e Danilo Lopes vai tratar a assistência estudantil como um problema secundário? O silêncio do R.U. é ensurdecedor, mas a resistência dos estudantes será ainda mais forte.

Em tempos 1: Recentemente, surgiu uma curiosidade sobre a reforma do Restaurante Universitário (R.U). Uma empresa foi contratada por dispensa de licitação para realizar serviços de manutenção na refrigeração, caldeiras, instalações elétricas, entre outros. Após concluir o trabalho, foi dispensada, mas o empresário responsável, André, afirma ter investido uma quantia significativa e ainda não recebeu o pagamento prometido por Danilo Lopes e Marcos Moura. Ele informou que enviará até o fim do mês fotos e detalhes dos valores acordados. Agora, a UFMA enfrenta acusações de inadimplência e calote. 

Em tempos 2: Ainda repercute a polêmica envolvendo a votação dos conselhos universitários, especialmente a nomeação de conselheiros pro tempore e de alunos que possuem processos na Polícia Federal. A situação tem gerado debates e críticas, com muitos apontando que a gestão de Fernando Carvalho prejudicou a imagem acadêmica da UFMA.

26 março 2025

Maedja Campos ‘entrega’ fragilidade da gestão do marido ao tentar se promover em vídeo

A primeira-dama de Paço do Lumiar, Maedja Campos, voltou a ser alvo de críticas e piadas nas redes sociais após aparecer em um vídeo institucional da prefeitura segurando uma enxada. A cena, que tinha o objetivo de promover obras de pavimentação na cidade, acabou rendendo uma enxurrada de comentários irônicos, com internautas apelidando-a de "coveira da gestão".

A repercussão negativa se soma a outros episódios recentes envolvendo Maedja, como quando viralizou ao inspecionar obras vestindo salto alto e um macacão rosa decotado. A insistência em colocá-la como rosto da administração tem gerado especulações sobre uma possível candidatura em 2026, além de alimentar rumores de desavenças com a vice-prefeita Mariana Brandão (MDB), que tem se movimentado politicamente de forma independente.

O episódio também escancara uma fragilidade já conhecida da gestão de Fred Campos: a comunicação ineficaz. Ao invés de fortalecer a imagem da prefeitura, a estratégia tem gerado ruídos e desgastes, com a primeira-dama se tornando alvo fácil de críticas e memes. Nos bastidores, a aposta na visibilidade de Maedja seria uma tentativa de pavimentar um futuro político para ela, mas os resultados até agora indicam um efeito contrário.

A crise de imagem expõe rachaduras dentro da administração e levanta questionamentos sobre a condução política da cidade. Com a popularidade em xeque, a gestão municipal precisará reavaliar suas estratégias para evitar que novos episódios reforcem ainda mais a percepção negativa entre os luminenses.